IA só faz sentido quando alguma coisa passa a funcionar melhor
Não vendemos IA. Vendemos processos que passam a funcionar, e às vezes a peça que faltava é um modelo de linguagem. Na maioria das vezes não é, e dizemos isso, o que nos custa trabalho a curto prazo e nos poupa clientes desiludidos a médio.
Classificação de texto
Resumo e triagem
- EmailsConcluído
- PedidosEm curso
- ReclamaçõesNovo
- CandidaturasConcluído
Dentro de limites escritos
Sinais de que a IA pode ajudar aqui
- Alguém lê e classifica texto o dia inteiroEmails, pedidos, reclamações, candidaturas. Ler é o trabalho todo.
- Recebe documentos em formatos sempre diferentesFaturas de vinte fornecedores, cada um com o seu layout.
- A informação existe mas ninguém a encontraEstá em PDF, em emails antigos e em pastas partilhadas.
- As mesmas perguntas repetem-se todos os diasE a resposta já está escrita algures, só não está acessível.
- Já experimentou IA e não passou da demonstraçãoFuncionava nos exemplos e falhava nos casos reais.
Antes e depois
- Horas por dia a ler e a classificar à mão
- Documentos transcritos manualmente, com erros
- Perguntas internas respondidas por quem tem mais anos de casa
- Pilotos de IA que impressionam e nunca entram em produção
- O modelo decide e age sozinho, dentro de limites escritos
- Extração automática com validação dos campos críticos
- Pesquisa que devolve a fonte, não só a resposta
- Medição de quantas vezes acertou, e do que fazer quando falha
Ferramentas de IA com que trabalhamos
Deixámos esta lista para o fim de propósito. A ferramenta é a última decisão, não a primeira.
- Classificação de texto
- Extração de dados de documentos
- Pesquisa sobre documentação interna
- Assistentes internos
- Atendimento automático
- Resumo e triagem
- Agentes com passos verificáveis
- Avaliação e medição de erro
Mais detalhe
O que a IA resolve mesmo bem
Uma coisa, essencialmente: interpretar informação que não segue um formato fixo. Texto escrito por pessoas, documentos que chegam de fontes diferentes, pedidos formulados de mil maneiras para dizer a mesma coisa.
Isto era, até há pouco tempo, trabalho obrigatoriamente humano. Hoje já não é: a triagem e boa parte das decisões correm sozinhas, desde que se escreva onde acabam as regras.
Classificação. Chegam trezentos emails por semana e alguém tem de decidir se é pedido de orçamento, reclamação, fatura ou publicidade. O modelo classifica e encaminha sozinho; o que não encaixa em nenhuma categoria fica marcado à parte.
Extração. Faturas, guias e fichas técnicas em vinte formatos diferentes. Os campos são lidos e validados automaticamente (NIF, totais, IVA que bate certo) antes de entrarem na contabilidade.
Pesquisa interna. Anos de documentação, procedimentos e emails onde ninguém encontra nada. Uma pesquisa que responde e mostra de onde tirou a resposta vale mais do que uma que responde e pronto.
Atendimento automático. O sistema responde sozinho, com base no que a empresa já respondeu antes e na informação que definiu como certa. É o que fazemos no WhatsApp com IA.
Onde é que ela não deve entrar
Onde as regras chegam. Se o processo é “quando a encomenda passa a paga, cria a guia e avisa o armazém”, isso não precisa de modelo nenhum. Precisa de automação, que custa menos, falha menos e é possível depurar.
Onde não há forma de verificar. Se ninguém consegue dizer se a resposta está certa, não há como medir, e sem medição não há como saber se piorou.
Onde o erro é caro e não se consegue pôr limites. Se são dez mil decisões por dia, cada erro custa e não há regra que diga quando parar, a conta pode não fechar.
Como trabalhamos isto
Começamos por um caso pequeno com resultado verificável, e medimos antes de alargar. O objetivo é sempre o mesmo: o processo a correr sozinho, de ponta a ponta. O que dá segurança não é alguém a rever cada resposta, são os limites escritos, a medição da taxa de acerto e o alerta imediato quando alguma coisa sai do previsto.
A tecnologia por trás disto muda depressa. O princípio não muda: a IA é infraestrutura de bastidor, trabalha sozinha dentro de regras, e deixa registo de tudo o que faz.
Perguntas
Precisamos de muitos dados para começar?
Ao contrário do que era verdade há uns anos, na maior parte destes casos não é preciso treinar nada. Usam-se modelos já existentes com o contexto da sua empresa. O que é preciso é um conjunto de exemplos reais para medir se está a acertar.
Como sabemos se está a funcionar?
Com uma medição feita antes de entrar em produção: um conjunto de casos reais com a resposta certa conhecida, contra o qual se mede a taxa de acerto. Sem isso, ‘a IA está a funcionar bem’ é uma opinião.
O que nos perguntam sempre
Qual é a diferença entre automação e IA?
A automação segue regras que alguém escreveu: se acontecer isto, faz aquilo. É previsível, barata e fácil de corrigir. A IA lida com aquilo que não se consegue reduzir a regras, sobretudo linguagem e documentos com formatos variáveis. Se o seu problema se resolve com regras, usar IA é pagar mais por um resultado menos previsível.
E se o modelo inventar uma resposta?
Parte-se do princípio de que às vezes vai inventar, e desenha-se em cima disso. O modelo só responde com base na informação que a empresa definiu como certa, as respostas guardam a fonte de onde vieram, e as extrações são validadas contra regras (NIF, totais, datas) antes de entrarem noutro sistema. O que não encaixa fica de lado e gera um alerta, em vez de seguir com um palpite.
Os nossos dados vão treinar modelos de terceiros?
Não, nas configurações que usamos. É uma das primeiras coisas que verificamos e fica escrito na proposta, com o fornecedor identificado e onde é que os dados são tratados. Se essa condição não puder ser garantida para um caso, dizemos que não dá.
Para continuar a ler
Não é uma lista de cinquenta ferramentas. É a distinção entre quatro abordagens que costumam ser confundidas, e a regra simples para saber qual é a certa para o seu problema.
Solução Software à medidaSistemas internos e plataformas quando o processo é mesmo específico e nenhuma ferramenta pronta serve.
Solução Automação de processosTrabalho manual e repetido passa a correr sozinho, de ponta a ponta, com registo de tudo o que acontece.
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